
A busca por um ídolo para chamar de seu.
- Nilo Geronimo
- 14 de fev. de 2021
- 2 min de leitura
A busca por um ídolo pra chamar de seu.
Por Walezka Amorim.
Andei pensando nos principais problemas dos brasileiros e na linha de frente é sobre esse desejo absurdo de ter um semideus pra mandar neles. Ainda é uma nação muito imatura, escolhem seus líderes baseados em situações emocionais, ideais quase utópicos de perfeição e que se assemelham aos acometidos por fortes paixões. Podemos usar a lógica que for pois de nada adiantará. Isso é independentemente de ideologia política ou identificação partidária. O brasileiro vota em ídolos e não em pessoas reais para funções de administração pública. Se você colocar as qualidades de um gestor público, questão curricular, bons resultados e feitos de gestão, na mesma hora vão olhar e falar: " nossa mas ele assiste a Globo?"; " Não fui com a cara dele"; " não me passa confiança"; " Parece ser tão jovem!" ; " Parece ser tão velho"; " parece ser tão feio"; " Deve viver enchendo a cara, olha ele segurando o copo de bebida na mão nessa festa! Que absurdo!" ; " Tem cara de burguês"; " Tem cara de invasor dos Sem Terra, vai invadir e tomar a minha casa"; " e o PT? PSDB?;MDB? e o PQP?"; " E os gays, mulheres, crianças e a guerra no Vietnã?". É como se não escolhessem um gestor e sim um marido, um príncipe encantado, um Batman ou Capitão América. Estão eternamente agarrados nos desenhos animados, filmes e colam esses desejos imaginários nos candidatos. O assunto nunca gira em torno da racionalidade, da administração pública, da economia que cada dia se desestrutura, das reformas da república, que por não acontecerem, engessam cada vez mais o país. Vivemos em eternas discussões sobre temas sociais e quem é corrupto ou quem é o ídolo da vez. Milhões de profissionais e pessoas capacitadas, mas colocam tudo nas expectativas de duas ou três pessoas. Mesmo que surgisse alguém interessante, iriam tentar
colocar ou capas de super herói ou chifres e iniciariam a briga. Eis outro problema: necessidade de despejar as suas frustrações internas, baixa autoestima e recalques nas redes. É um centro psiquiátrico em cartase eterna. Putz! E não adianta colocar Rivotril na água, pois nem acredito que esses surtos de ódio se encerrem tão cedo. É dedeixar a natureza seguir seu rumo.
Bio: Walezka Amorim, brasileira, Cearoca ( mistura de Ceará com carioca), pedagoga, empresária da área de saúde ambiental. Vive em Portugal com o Yorkshire Totó, o namorido Fernandes Filho e as duas filhas menores. Mãe de Bia, Lelê e adotada por Bebel e Mike.Sou alguém como você! Acordada e dormindo, sonho! Acredito, luto e conquisto.







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