CDPLF diz que embaixador brasileiro e esposa violaram a dignidade humana em Guiné Bissau.
- Sandra Regina

- 22 de nov. de 2021
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O secretário internacional adjunto na interinidade da Secretaria Geral da Ong Comunidade dos Povos dos Países Lusófonos, Fernandes Filho, declarou ser inadmissível o comportamento protagonizado pelo embaixador do Brasil na Guiné Bissau, Fábio Franco e sua esposa Shirley Carvalhêdo.
A CDPLF encaminhou correspondência para vários órgãos oficiais da Guiné Bissau e organismos internacionais, manifestando seu repúdio às ações ocorridas na embaixada brasileira em território guineense e apresentando sua solidariedade aos ofendidos.
A par disso, a CDPLF, como destacou seu Secretário Adjunto, está trabalhando no sentido de encaminhar pedido de acompanhamento ao Itamaraty e, inclusive, uma nota de repúdio da instituição à situação criada pelo embaixador, exigindo, além disso, manifestação da Câmara e Senado, no Brasil.
Embora seja regra da diplomacia internacional evitar toda sorte de conflitos, o que se passou na Guiné-Bissau não pode simplesmente passar desapercebido ou mesmo ser objeto de um simples procedimento administrativo, como o proposto termo de ajustamento de conduta.
O que ocorreu no país africano mancha não só a diplomacia brasileira, é algo que macula as boas regras do convívio diplomático das relações internacionais.
Crime de racismo, com respaldos de xenofobia, foi cometido sob o manto da diplomacia brasileira no território da guineense. Some-se a isso a violação da dignidade da pessoa humana.
No aprofundar da notícia, torna-se visível que a conduta atribuída à esposa do ex-embaixador do Brasil possuiu a cumplicidade do mesmo e por tal razão um simples ajuste de conduta não será suficiente para sanar os danos morais e a desonra humanitária cometida.
Foram crimes contra a honra e dignidade de um povo e isso não pode ser banalizado apenas como ato administrativo, salientou Fernandes Filho.

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22/11/2021




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