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Defesa da Democracia, Ativista Politico Brasileiro alerta para que não se faça o jogo de Bolsonaro.

Atualizado: 1 de jun. de 2020

Fotos: divulgação

O Ativista político brasileiro, Fernandes Filho secretário internacional adjunto da Comunidade do Povos dos Países Lusófonos, responsável pelo Bureau de Controlo da Corrupção e Crime Organizado, falou hoje para a Agência Luso Notícias, após observar o resultados das manifestações no Brasil.


Em entrevista falou das preocupações e do risco que corre o Brasil diante de manifestações antidemocrático.


Agência Luso Notícias:

O que o Senhor acha do comportamento do Presidente do Brasil em relação às manifestações?


Fernandes Filho:

Jair Bolsonaro parece ter perfil paranoico e pela observação vemos que se trata de um narcisista, mentiroso compulsivo que na hora do confronto sai de cena para não encarar responsabilidades já que está sempre a culpar outros por seus fracassos.

Arriscaria dizer que o Governo Bolsonaro se encontra em processo de ingovernabilidade já que nem ele e nem ninguém em sua equipe reúnem capacidade de articulação política necessária ao exercício da governança então arriscaria dizer que a única forma de Jair Bolsonaro governar seria desastrosamente pela instalação de uma ditadura.


O Plano que acredito está sendo posto em prática é tentar desgastar as instituições democráticas através destas manifestações fazendo com que pessoas acreditem que tais instituições são como corpo jurídico os responsáveis pelo desastre econômico e social, tal ação é típica e conhecida se observarmos a história e cria assim uma abertura para propagação do ódio radicalismo e insanidade.


Fazer de conta que não está acontecendo não é um bom caminho e temos que enfrentar de maneira sensata e racional observando as lições que a história nos deixou..


Agência Luso Notícias:

As manifestações em favor da democracia são ruins então?


Fernandes Filho:

As manifestações agora em favor da democracia em aglomerações de rua neste momento são erros grosseiros e ajudam nos planos nefastos dos inimigos da democracia.

A coisa funciona assim: As pessoas vão às ruas para tentar impedir as ideias fascistas do grupo apoiador de Jair Bolsonaro e nisso elas estão caindo na armadilha deles. Mais cedo ou mais tarde as manifestações levarão à confrontos físicos violentos e isto dará a ele a desculpa para afirmar que houve quebra da ordem social e dá justificativa a instalação de um regime de força mergulhando o país em uma ditadura ou guerra civil.


Agência Luso Noticias:

O senhor acredita em instalação de regime de força e guerra civil no Brasil?


Fernandes Filho:

Ainda não estou bem certo disto pois a popularidade de Jair Bolsonaro despenca. ele mesmo foi eleito por minoria no nosso sistema proporcional mas o aparelhamento da nossa Polícia Federal e a tentativa de a transformar em uma espécie de polícia presidencial assusta.

Uma outra coisa que assusta é o silêncio e a conveniência de militares governistas com o erro.

Um fato curioso a se observar é que as reclamações do grupo Bolsonaro e do grupo Petista são semelhantes, principalmente na criação de inimigos imaginários, tais como: Globo, Congresso, STF etc...

O problema de uma guerra é a falsa crença existente dos dois lados de que vencerão na realidade trata-se de um fanatismo cego gerado pelos piores instintos existente nos homens.

Em uma guerra a única coisa que se constrói é a pilha de cadáveres e o lamento das famílias além da miséria e do rastro de destruição.

Saberemos quando começar, mas nunca quando acabará e a única certeza é a de que acabará mal para todos os lados.

O presidente Bolsonaro já deu provas de que não só quer, mas que trabalha para que esta guerra aconteça sem consideração sequer pelo grupo de fanáticos que o seguem.

A semelhança entre uma guerra e uma eleição é que dependendo do lado que vencer todos perdem.


Agência Luso Notícias:

O que o senhor aconselha neste momento?


Fernandes Filho:

Alerto para que todos voltem à quarentena e permitam que os fanáticos de Bolsonaro além dele próprio façam o que sabem fazer de melhor: se exibir.

Não podemos nos organizar como democratas se começamos por desrespeitar a quarentena e a não dar valor à vida do outro. Isto é coisa de bolsominion e não de democrata.

Os casos de aumentos oriundos das atuais aglomerações, Bolsonaro usará para colocar a responsabilidade nas costas de prefeitos, governadores e opositores a seu governo.

Bolsonaro conseguiu a proeza de ser ruim para todos os lados, o Exército, por exemplo, tem a tarefa de pensar se quer mesmo se submeter às ordens de um desajustado principalmente agora que seus fanáticos seguidores pedirão a instalação de uma ditadura, com o mais patético e medíocre dos políticos no poder.

Já o lado da corrupção tem que decidir se vai mesmo confiar na parceria com um elemento incapaz e que não é sabido se consegue ser leal com o próprio reflexo no espelho. Já os países parceiros como: EUA e Israel devem pensar bem. Israel, por exemplo, está vendo seu passado de luta contra o nazismo ser objeto de deboche por parte do grupo Bolsonarista.

Então o meio de ajudar a democracia no momento não é pelo confronto físico, mas de idéias, de tolerância e de racionalidade, assim a melhor forma ainda é bloquear fanáticos de suas redes sociais e permitir que eles demonstrem todo seu desprezo pela vida, pela liberdade e pela democracia e a melhor forma para isto é ficando em casa, finalizou.


Fortaleza, 31 de Junho de 2020.

Reprodução autorizada - Agencia Luso Noticias

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