Indícios de Golpes com uso enganoso do nome da Maçonaria continuam no Paraná.
- Redação Olhar Democrático

- 20 de fev. de 2022
- 3 min de leitura
Os possíveis estelionatários ousam mentir para a justiça e até processam maçons genuínos que fazem críticas ao esquema.

O Secretário internacional do Bureau de controle da corrupção e crime organizado da CDPLF – Comunidade dos Povos doa Países Lusófonos – Fernandes Filho, emitiu nota de alerta para o representante da entidade no Brasil, o advogado Marcos Petrosck, para que alerte as autoridades competentes com o objetivo de que estas investiguem mais uma possível tentativa de fraude utilizando o nome da Ordem Maçônica.
Ao que tudo indica, de acordo com informações recebidas, o Estado do Paraná transformou-se em terreno fértil para aplicação de golpes, no estilo pirâmide financeira, utilizando-se para isso de referências que comprometem indevidamente a verdadeira Ordem Maçônica.
O caso mais recente foi o conhecido com nome de “Castelo de Areia”, nome dado à operação de investigação feita pela Delegacia de Estelionato de Curitiba.
O Golpe é também realizado em outras regiões do Brasil, como o caso recente em Governador Valadares (MG), possui o mesmo padrão: golpistas montam Loja Maçônica, aproveitando-se de uma certa dormência da verdadeira, além de brechas na lei, para atrair pessoas e angariar dinheiro com as adesões.
Pessoas são convidadas com um acesso facilitado a se tornarem maçons e são aceitas automaticamente. Após a adesão começam a contribuir com determinado valor, acreditando que assim fazem parte de uma verdadeira maçonaria quando na realidade estão sendo vítimas de ESTELIONATO, na verdade pseudo-maçons-

A falta de escrúpulos e total crença na assertiva tão em voga , a de que o crime compensa, está chegando a extremos, o caso mais recente está ocorrendo novamente em Curitiba, Estado do Paraná, onde uma Loja Maçônica, intitulada “Maçonaria Gold”, oferece acesso a maçonaria com o preenchimento simples de algumas informações na rede social e pagamento de taxa de adesão de aproximadamente R$ 2.000,00.
A ousadia, ou descaramento, e confiança na impunidade é tão grande que o chefe desta intitulada Maçonaria Gold chegou a processar três maçons de outros estados por danos morais pelo fato de denunciarem o método usado pela “Maçonaria Gold”, métodos estes totalmente desprovidos de qualquer ligação com aqueles praticados pela verdadeira Ordem Maçônica.
Mas o que está ruim sempre pode piorar. No caso a justiça foi levada ao erro, uma vez que o chefe desta tal maçonaria Gold, conhecido por Lucas Rivaldo Centini, recorreu à justiça gratuita, embora exiba riqueza na rede social, o que provavelmente levou à apreciação errada da situação pelo Desembargador José Joaquim Guimarães da Costa, da Segunda Câmara Civil do Poder Judiciário do Paraná, o qual chancelou o benefício gratuito.

O tal Lucas Rivaldo Centini, além de exibir riqueza, exibe fotos em rede social em clube de tiro e chega a fazer indiretas contra aqueles que lhe criticam, utilizando-se de armas de fogo.

Diante desse cenário, Fernandes Filho diz que vai alertar as autoridades para que investiguem a tal Maçonaria Gold, já que existe fortes indícios de fraudes e possível tentativa de estelionato contra pessoas desavisadas que acreditam ser bem fácil se tornar um maçom, como apenas comprar um título.
Fernandes Filho vê com estranheza o fato de que a maçonaria do Paraná ainda não tenha se manifestado, permitindo assim que suas tradições sejam jogadas ao vento. Adverte para a possibilidade de que a quadrilha desbaratada pela Delegacia de Estelionato de Curitiba estar de alguma forma reincidindo na atividade criminosa e, agor,a além de enganar, confronta e ameaça verdadeiros maçons.






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