O QUE PODE NOS SALVAR DOS SURTOS COLETIVOS
- sreklippel2000
- 6 de nov. de 2022
- 3 min de leitura
UMA PERGUNTA - VOCÊ DESEJARIA PARA SI AQUILO QUE ESTÁ PLANEJANDO OU FAZENDO PARA O OUTRO?

Estamos vivenciando um período de realidades paralelas. Isso é fato. Ou de bolhas. Mas é mais do que bolhas, são de fato realidades paralelas, em alguns casos.
Faz algum tempo que ouço de amigos para justificar suas teorias um argumento que me causa estranheza: “Quem disse isso é um doutor”; “Quem falou isso é um estudioso dos Estados Unidos”; “Quem falou tal coisa é professor universitário”; “São pessoas da Europa que explicam como isso acontece”.
Acredito que a maioria de nós já ouviu esse tipo de argumentação, quando não há argumentação plausível. Sempre que ouvia ficava pensando que isso deveria fazer parte da chamada “síndrome de vira-lata” atribuída aos brasileiros. Hoje, já não penso assim. É mais cruel e profundo. Mas esse aspecto psicológico vou deixar para os profissionais da área explicar.
O fato é que estamos vivenciando um movimento retrógrado e é planetário. Os extremistas estão em todos os países. E estão ansiosos por impor suas regras e ordens para todos. Não é um movimento isolado. Então, faço algumas reflexões históricas e nelas encontro suporte para analisar esses argumentos.
Você acredita que uma opinião seria digna de crédito pelo fato de ter endereço nos Estados Unidos? Interessante, foi lá que surgiu um movimento macabro chamado Ku Klux Kan e vários grupos de fanáticos e lunáticos que deturparam concepções de fé e se isolaram em seitas de perversão sexual...
E a Europa? O fato de um parecer ter endereço na Europa já o torna acima de qualquer suspeita? Lá os exemplos que nos propiciam uma reflexão são múltiplos. A Europa foi o berço da Inquisição, do Fascismo, do Nazismo... E falando em Nazismo lembro que foi a ditadura do horror e que estava repleta de doutores... E o Comunismo, embora nunca tenha de fato sido aplicado em parte alguma, nasceu na Europa e serviu de pretexto para justificar uma ditadura na Rússia e em outras partes do mundo.
Esses são apenas alguns exemplos que me fazem pensar na falta de conteúdo das justificativas dos que apelam para países, títulos ou status dos opinantes nas suas argumentações.

Outro título que é muito usado: Ele é um coronel, um general... Enfim, um militar. Aqui acende a luz vermelha. Alguém já viu algum ditador que não estivesse cercado de militares? Toda ditadura seja da extrema-direita ou da extrema-esquerda é assegurada pela proteção militar.
O fato dado e constatado é que estamos vivenciando uma emergência em que precisamos aprender a pensar com nossos próprios neurônios. Furarmos as bolhas e colocarmos nossos pés no chão. E foi nessa busca que encontrei em uma pergunta a bussola: “Eu gostaria que fizessem isso para mim ou para alguém que amo?” Se a resposta for não, então não serve para que eu faça para os outros.
O meu primeiro desafio foi diante das fakes News ou mentiras de manipulação. Eu gostaria de agir, pensar ou julgar algo tendo por base o suporte de mentiras e , pior, mentiras criadas para confundir? Não. Então, passei a garimpar informações sobre as informações, principalmente as que chegam até mim pelo zap.
Não pensem que nunca fui enganada por fakes, fui várias vezes e o gosto doloroso disso é que me fez perceber que elas são o veneno mais letal da humanidade, além de me fazer perceber a responsabilidade que tenho em não divulgar este gás tóxico que está destruindo as relações.

Mas a pergunta que me faço – “EU GOSTARIA QUE ALGUÉM FIZESSE ISSO PARA MIM OU PARA ALGUÉM A QUEM AMO?” – serve para as reflexões sobre todas as atitudes. É simples, mas é mágica, como sói ser o que é simples.
Sandra Regina Klippel
06.11. 2022





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