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Políticos e funcionários do União Brasil podem estar sob investigação a mando de Moro?


Mais importante, qual o verdadeiro objetivo de tais possíveis investigações?


Já foram muitas as tentativas infrutíferas de tentar justificar a saída de Sérgio Moro do Podemos, a maioria destas tais justificativas têm o objetivo de justificar sua atitude junto à militância morista e isentar o ex-juiz de culpa pelas escolhas que o levaram a ficar fora da disputa pela presidência da República, como queriam os moristas.

O Clima nas redes sociais chegou a ficar tenso com acusações de ambos os lados e com a interferência de Rosângela Moro que chegou a atacar diretamente o senador Álvaro Dias, líder do Podemos no Senado.


O clima só ficou mais ameno após vídeo do coordenador da Equipe Força Tarefa Brasil, que procurou colocar água fria na fervura.


No entanto, uma reviravolta reascendeu as chamas das intrigas, Moro que já havia abandonado o Estado do Paraná para ser candidato pelo Estado de São Paulo voltou ao Paraná, obrigado talvez pelo que parece um erro jurídico do TRE de São Paulo, que no primeiro momento não reconheceu como correta sua disputa pelo estado paulista, fato este que obrigou Moro a retornar a Curitiba e tentar candidatura pelo Estado do Paraná.


Assim, veio concorrer a uma vaga no Senado justamente em disputa com seu benfeitor político, senador Álvaro Dias, Isso gerou uma situação de constrangimento para os moristas e alvaristas, grupos igualmente focados no combate ao atual sistema político.


E para aumentar o mal estar, em recente matéria, a Revista Veja apresenta o que supostamente teria sido apresentado como as razões pelas quais ele, o ex-juiz Sérgio Moro, teria deixado o Podemos sem, contudo, se lembrar que não foi apenas o Podemos que ele, Moro, deixou mas o Estado do Paraná também.


A Matéria publicada pela Veja fala que Moro mandou investigar funcionários e políticos do Podemos, sendo que atribui sua saída do partido a casos não provados de corrupção interna.


O que, no entanto, chama a nossa atenção é que Moro, que supostamente já tinha posse de tais informações faz tempo, esperou até o momento em que as pesquisas apontam que ele perde a disputa para o senador Álvaro Dias para, somente então, publicar algo que alega, segundo a reportagem, foi o motivo pelo qual ele deixou o Podemos.


A tática desesperada parece uma tentativa infrutífera de derrubar a sólida candidatura de Álvaro Dias.


Moro continua se colocando em situações cada vez piores, uma vez que ao que tudo indica, se a matéria da Veja tiver realmente base em informações prestadas pelo ex-juiz, Moro deve algumas explicações, agora não só ao Estado do Paraná, mas também a sua militância.


Diante de tal estratégia, podemos enumerar aqui três perguntas que ficam no ar.

A primeira diz respeito a tal investigação e o aspecto ético: De onde Moro tirou recurso e quanto pagou ao investigador já que à época recebia salário do Podemos e assim teria ele usado o salário do Podemos pra investigar o próprio partido?


A segunda pergunta diz respeito à finalidade da investigação: considerando que Sérgio Moro esperou ter uma proposta do União Brasil para deixar o Podemos e saiu sem dizer o que agora durante a campanha é dito, seria tudo uma fake ou uma tentativa do ex-juiz candidato ao Senado usar tais informações como ferramenta de campanha eleitoral?


E a terceira e mais intrigante questão diz respeito à suspeita gerada em torno dos funcionários e políticos do União Brasil: Como Moro irá convencer seus partidários de que eles não são investigados por ele?


Há de se convir que o cenário da dúvida é geral, afinal, se Moro foi capaz de usar recuso do partido ou seu para mandar investigar (segundo a matéria) seu próprio partido, deixando para usar as informações como ferramenta de manipulação eleitoral, o que impede de, neste momento, que funcionários e políticos do União Brasil estejam, sem saber, sofrendo investigações, as quais no futuro poderão ser usadas como ferramentas de pressão política e chantagem?


Presume-se que no União Brasil e entre seus coligados o terreno de suspeitas seja bem maior. Basta exemplificar com o próprio Bivar, o qual é acusado e investigado em algumas ações, no entanto a este, Bivar, Moro chama de estadista.


No caso do Podemos, a presidente Renata Abreu já se prepara para desmontar a trama das alegações de Moro, pois, segundo ela, as afirmações não condizem com os fatos. É aguardar para ver.


De qualquer forma a tentativa não abala a campanha de Álvaro Dias, seu principal concorrente na disputa pelo Senado, muito pelo contrário, a revelação de Moro deixa dúvidas ainda maiores sobre a motivação política do juiz, o qual a cada dia se distancia mais da imagem que tinha construído durante a sua atuação como juiz.


Moro, que parece estar usando Deltan Delagnol, do Podemos, como muleta eleitoral, tem ainda que explicar ao povo do Paraná suas razões para ter mudado seu domicílio para São Paulo, uma vez que desde o início poderia ter se filiado aqui no Paraná.










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