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Sucessão em Fortaleza - Entrevista As opções de Moroni Torgan

Entrevista com: Fernandes Filho

O Vice-prefeito Moroni Torgan tem diante de si escolhas e todas bem difíceis em relação à conjuntura do atual quadro político e eleitoral.


Moroni Torgan que deteve uma das maiores votações do Estado do Ceará como deputado federal foi figura determinante para vitória de Roberto Cláudio para a Prefeitura Municipal de Fortaleza.


Agora passados quase quatro anos as relações embora fortalecidas pela amizade e admiração mútua entre o prefeito e o vice tendem a estremecer diante da situação política eleitoral que se aproxima.


O ativista político Fernandes Flho ainda na última eleição municipal quando fazia parte do Democratas, hoje no Podemos, fez uma advertência ao Moroni para a falta de lealdade dos articuladores políticos do grupo de Roberto Cláudio que não cumpriam com a palavra acertada em bastidores.


Na época, Fernandes presenciou o Democratas perder seu único vereador e não conseguir eleger outro apesar de Moroni ser o vice eleito da chapa de Roberto Cláudio.


Sobre o assunto Fernandes Filho concede entrevista ao Olhar Democrático:


Olhar Democrático:

Como Moroni aceitou ser Vice da chapa do atual prefeito se havia declarado a imprensa que não aceitaria ser vice?


Fernandes Filho:

Não foi fácil, na época eu estava articulando a chapa de candidatos a vereador e era eu dentro do Democratas que via com bons olhos Moroni vice prefeito. Não era só o Moroni, mas sua equipe, família,enfim todo o partido que não queriam Moroni Vice-prefeito e o queriam candidato a prefeito.

Foi uma luta que se iniciou em Brasília para convencer Moroni a ser o vice na chapa de Roberto Cláudio. Simbolicamente posso dizer que quase apanhei por propagar a certeza que que Moroni seria o vice de Roberto.


Claro que o maior mérito de convencimento veio do Prefeito Roberto Cláudio que assegurou que teria uma postura ética na administração de Fortaleza, coisa que eu acredito ter ele tenha cumprido a risca.


Olhar Democrático:

Quer dizer que partidos políticos e o próprio Democratas queriam Moroni candidato a prefeito e não um vice de Roberto Claudio?


Fernandes Filho:

Sim, eu mesmo recebi pedido do presidente de um grande partido político para conversar com Moroni e ajudar a convencê-lo a ser candidato, pois o apoiariam. Infelizmente em política quando você perde a credibilidade não há como reconquistar. e achei que iriam por Moroni em outra barca furada.


Naquela época Moroni tinha três opções: ser candidato a prefeitura, ser vice, penso que quase as mesmas circunstâncias com uma variante do cenário atual e alguns até defendiam que ele mesmo deputado podia ser candidato a vereador para atrair votos e aumentar a possibilidade do Democratas eleger vereadores, mas tal coisa foi logo desconsiderada por Moroni.


Moroni estava cansado de sempre chegar próximo e não se eleger prefeito, natural, assim ameaçava não sair a nada isto condenaria o partido a exclusão por vários anos e o enfraquecimento político dele.


Olhar Democrático:

Como se deu a mudança de opinião?


Fernandes Filho:

Lembro-me de alguns que riam de mim quando dizia que Moroni seria o vice-prefeito e da raiva que membros do Democratas tiveram quando tive que praticamente desfazer afirmação do Moroni junto a imprensa de que não seria o vice. Olharam com aquele ar: “quem é este pra desmentir o chefe?”.


Ainda recordo-me das conversas com Sra. Rosa, esposa do Moroni, esta sim foi osso duro até a última hora, alguns depois me disseram: “Eu não acreditava...”. e eu respondia, já tou acostumado !


Mas Moroni, creio, foi convencido enfim pelo bom senso e pela palavra de Roberto Cláudio de que sua administração não estaria envolvida em escândalos como as gestões anteriores. Foi um voto de confiança.

Moroni reuniu sua equipe para acertar o assunto, mas me deixou de fora porque segundo me disse não queria um advogado de defesa da vice na reunião, mas nem precisou, pois a decisão já estava tomada.


Olhar Democrático:

Você não considera que Moroni está agora fraco para ser cotado como possível vice em uma nova chapa?


Fernandes Filho:

Pelo contrário, contudo havemos de se considerar pontos positivos e negativos como por exemplo o Moroni se deixar levar pela lealdade de ser o vice isto foi positivo mas deixou sequelas negativas.


Temos que recordar que vice- prefeitos de Fortaleza sempre foi um fator de traição ao ocupante do cargo e Moroni quebrou este tabu mantendo a lealdade a administração ao prefeito do início ao fim.


Porém, um fator negativo de toda carreira politica de Moroni é que ele continua com aquela mania de não divulgar suas conquistas políticas, fazendo com que seus oponentes divulguem inverdades sobre ele e a agora sobre sua administração.


Apesar de ter sido leal, caiu no mesmo erro que cometem aqueles que eu chamo de desarticuladores políticos do grupo de Roberto Cláudio, que só pensam no presente e são incapazes de imaginar cenários futuros.


Olhar Democrático:

Como você vê o cenário atual com e sem o Moroni Torgan?


Fernandes Filho:

O cenário atual é complicado e difícil de prever, porém, arriscaria dizer que se Moroni Torgan não figurar na chapa o próximo prefeito de Fortaleza será o Capitão Wagner.


Os nomes postos a mesa até agora divulgados contam apenas com o espelhamento da excelente administração da atual gestão e mesmo que alguns sejam bons técnicos não significa dizer que serão bons candidatos.


Uma outra possibilidade existente é proporcionada pela situação do atual cenário e nele, Moroni poderia sair candidato pelo Democratas.


Assim a parceria com o grupo de Roberto Cláudio se solidifica e Fortaleza terá pelo menos mais um bom e forte candidato a sucessão atuando como segunda via caso haja fracasso da chapa PDTISTA.


Se eu estivesse ainda no Democratas, arriscaria dizer que esta é a melhor escolha para Moroni, que volta a ficar em evidência política, ganhando ou não e poderá fortalecer ou ser fortalecido em segundo turno, ofuscando o plano da oposição.

Porém, ainda resta a situação de uma candidatura a vereador visando a presidência da Câmara dos Vereadores, mas isto teria que ser bem pensado, pois evitaria a candidatura de seu filho Mosiah hoje filiado ao PDT.


Olhar Democrático:

Você não acha estranho Moroni em um partido e filho em outro? Não dará o que falar?


Fernandes Filho:

A respeito de Moroni falarão de qualquer jeito. Fake news a respeito dele sempre foi comum aí em Fortaleza, a maior delas foi até repetida, se não me engano, pela Jovem Pan onde afirmaram que Moroni Torgan, atual vice-prefeito de Fortaleza, reside em Portugal, uma grande mentira absurda.


Uma vez lembro que me deparei com um arrependido eleitor da Luiziane Lins que reclamava de Moroni Torgan ter deixado Fortaleza após perder a eleição para a prefeita na época. Eu respondi que se queriam Moroni Torgan cuidando de Fortaleza deveriam ter votado nele e não em Luiziane Lins.


Olhar Democrático:

A oposição acusa Moroni de não ter feito nada como vice-prefeito. O que você diz sobre isto?


Fernandes Filho:

O trabalho da oposição é sempre tentar levar fatos muitas vezes não reais para informar ou iludir o eleitor que deverá ter a responsabilidade de analisar e comparar os fatos para não errar.


Ao contrário do que dizem, Moroni foi um vice-prefeito atuante, quebrou o tabu de traição que ocorreu com vários vices e esteve ao lado do prefeito, atuou na área de segurança pública melhorando uma situação que ainda necessita de muita atenção estando longe de ser resolvida creio.


Criou e implantou o projeto das torres de segurança e isto ajudou não só a segurança mas também na qualidade social no entorno delas com a união de muitas atividades esportivas e sociais, mas isto a oposição fará questão de nem lembrar.


O problema é que Moroni só divulga seu trabalho, em época de campanha e sendo assim neste ano eleitoral terá muito o que mostrar de resultados para o debate eleitoral como vice ou candidato a prefeito.


Olhar Democrático:

Então você acredita que se Moroni não estiver diretamente no jogo eleitoral a balança poderá pender para o Capitão Wagner ?


Fernandes Filho:

No ritmo que a coisa vai existe sim esta possibilidade, basta ficar atento ao que está sendo apresentado, vejamos:


Capitão Wagner deu trabalho na última campanha, sei disto porque fui seu grande opositor nas redes sociais.


Wagner, era fraco de debate embora tenha boa postura, mas sua fraqueza em debate pode ser remediada.


A oposição estava desarticulada e não é isto que vejo hoje embora esteja desorganizada e com poucas cabeças pensantes por assim dizer.


Não vou nem falar das candidaturas oportunistas como as de Célio Studart e do rapazinho do PSL que só servirão para fazer projeções para a candidatura de deputado e negociatas para segundo turno, Estas poderão servir de base mercenária um segundo turno, sem contar que atuarão como gladiadores contra um ou outro, mas de longe podem ser consideradas candidaturas de terceira via.


As candidaturas de terceira via tipo: Luiziane Lins, Heitor Férrer, Renato Roseno são pesadíssimas e farão grande diferença em possível segundo turno que acontecerá sem dúvida, principalmente com os nomes apresentados até o momento pela situação.


Capitão Wagner hoje acumulou a força do Podemos e Luiziane Lins conta com o fracasso de Bolsonaro para retornar a cena política do executivo, mas pode estar apenas negociando seu retorno para federal ou tentar senado, porém nesta onda podem derrubar a atual gestão contando com estes fatores e a histórica situação de que Fortaleza não reelege sucessor., mais um tabu a ser quebrado.


Mesmo fortalecido, agora e unido ao Podemos, que tem uma ótima imagem pela posição crescente do senador Álvaro Dias, Capitão Wagner conta com algumas fragilidades que guardarei para mim por enquanto.


Se Wagner tivesse se filiado ao Podemos estaria mais forte, eu acredito que tanto a situação quanto a oposição contam com a dificuldade de visão e falta de articulação organizada.


Todos querem apenas impor suas vontades, não contam com o fator público ao qual apenas tentam induzir pela campanha eleitoral.


Olhar Democrático:

Como cidadão que sempre participou de eleições: De que lado você estará agora?


Fernandes Filho:

Estou fora do Brasil há quase dois anos, mas ainda creio ter algum peso na formação de opinião, creio que foi este o papel que o povo me deu, neste momento assim e como sempre pretendo me posicionar, mas, devido as minhas atividades hoje em Portugal, se não for chamado para atuar de forma mais direta mesmo como formador de opinião poderei ficar apenas como espectador mas tudo ainda está em aberto..


23/07/2020

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