VOTO ÚTIL NO PARANÁ? PETISTAS E BOLSONARISTAS PREFEREM ALVARO DIAS
- Noticias Olhar Democrático

- 6 de set. de 2022
- 3 min de leitura

A posição estratégica de Álvaro Dias que garante a vitória sobre Moro!
A política no Brasil está ficando cada vez mais imprevisível, quem diria que o duelo eleitoral tão esperado entre Moro e Jair Bolsonaro para a disputa em provável segundo turno com Lula poderia ser hoje um duelo entre ex-aliados da lava jato?
Alvaro se mantém distante das intrigas e especulações, apresenta trabalho e propostas, como sempre fez, um estadista, trabalha para toda a população.
No entanto, no cenário que observamos, o ex-juiz Moro parece não ser o mesmo que encantava com suas ações e propostas no combate à corrupção em sua época de juiz.
As decisões políticas tomadas por ele o colocaram em rota de colisão com o principal aliado, aquele que sempre foi seu defensor junto ao Congresso Nacional – senador Alvaro Dias.
O que causou estranheza, a ida de Moro para o União Brasil, partido que inviabilizou sua candidatura à presidência, foi ficando cada vez pior, uma vez que Moro encontra-se na situação de disputar uma cadeira no Senado pelo Estado do Paraná em razão de uma decisão do TRE SP. Decisão esta que não permitiu que ele disputasse por São Paulo, como aparentemente era desejo dele e de seu novo partido.
Então, sem ter opções, ele voltou para o Paraná e elegeu este como estado em que disputaria a vaga no Senado, concorrendo com aquele que sempre fora seu principal defensor.
Mas as articulações do ex-juiz, que mais parecem brincadeiras do quinto ano primário, não passam desapercebidas e a cada dia que passa as coisas vão ficando claras. E quanto mais claras mais decepcionam a muitos que tinham nele um ícone de combate a corrupção.
Embora Moro ainda continue falando de corrupção, fica difícil sustentar tal proposta se compararmos a realidade de sua imersão no União Brasil, partido que possuiu vários políticos respondendo a processos, a começar pelo próprio Bivar, presidente do UB e a quem Moro chamou de estadista.
A mais recente (des) articulação foi se unir a Paulo Martins, candidato de Bolsonaro, para culpar Álvaro Dias por seus próprios erros. Ambos desrespeitaram a lei eleitoral e foram denunciados pelo PT, não por Alvaro Dias. O PT também tem candidato ao Senado e fora alguns dias antes provocado por Moro.
Mas, utilizando-se de antigas estratégias da velha política, Moro e Martins uniram-se para dizer que o culpado é Álvaro Dias. Na verdade, os únicos culpados foram eles próprios (Moro e Martins) que “fizeram a coisa errada”.
Onde foi parar a máxima morista de “fazer a coisa certa sempre”?
Assumir seus erros já seria a coisa certa, neste momento. Mas Moro, além de esquecer sua máxima, parece caminhar com a estratégia de virar o voto útil dos bolsonaristas, esquece que eles o chamam de traidor, e passar uma leve rasteira em Paulo Martins, o qual que parece não perceber a bobagem de se aliar a Moro.
O que Moro não entende é que pegou mal perante os paranaenses ele querer se eleger por São Paulo, poderia desde o início, embora mudando de partido, permanecer com a aspiração de representar o Estado do Paraná. Não é à toa que mal pode andar pelas ruas do Paraná sem ouvir a frase “Volta pra São Paulo Moro!”
Álvaro Dias, por sua vez tem uma forte identidade no Paraná, em mais de uma ocasião recusou convites de partidos para disputar os governos de outros estados, em situação favorável, porque não queria deixar o Paraná. Além disso, é um dos mais notáveis políticos do Congresso Nacional com uma enorme folha de serviços prestados ao Brasil e ao povo do Paraná. Ele é motivo de orgulho no Estado, até dos oponentes.
Se há um cenário de voto útil para Álvaro Dias oriundo de opções de eleitores petistas e bolsonaristas , este fato pode ser atribuído ao próprio Moro. Este último com articulações de jardim da infância política favoreceu Álvaro, não resta dúvida.
E algo é evidente, nas eleições para senadores ainda não estamos contaminados pelo medo de forma tão degradante quanto nas eleições presidenciais e os eleitores se permitem escolher com mais racionalidade, logo não importa em quem votem para presidente, normal que prefiram o atual senador a se arriscar em aventura que pelo que tudo mostra será frustrante.






Comentários