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MORO – INFIDELIDADE E TRAIÇÃO COMO FERRAMENTAS POLÍTICAS.


A prática de traição e infidelidade partidária é uma constante em agremiações políticas que desconsideram o valor político e eleitoral da lealdade e da fidelidade partidária.


Observa-se que os partidos políticos são de certa forma os grandes incentivadores de tais práticas, uma vez que não punem com rigor e adequadamente tais atos.


No entanto, tais fatos relativos ao valor da lealdade no âmbito da política destacaram-se e vieram a público, chamando a atenção da população, quando o ex-juiz e, então, ministro de Bolsonaro, disse à deputada Carla Zambelli a frase que se tornou meme, ícone, slogam: “Querida não estou a venda”.


Logo em seguida Moro deixaria o governo Bolsonaro e partiria para os Estados Unidos onde se dedicaria a atividades particulares.


Já em 2021, na época em que se faziam acordos para indicar os futuros candidatos nas eleições de 2022, voltou ao Brasil para se filiar ao Podemos e tornar-se protagonista de uma campanha à presidência.


A coisa ia bem, tão bem que o União Brasil ofereceu milhões para uma suposta campanha presidencial via UB. Ele deveria deixar o Podemos e se filiar ao União Brasil. Tal proposta recebeu um não do ex-juiz, ele não deixaria o Podemos, foi, portanto, fiel ao seu slogan: “Querida não estou a venda”.


Mas pelo que tudo indica tudo pareceu ser apenas uma questão de valores, já que Moro disse em alto e bom tom que saiu do Podemos pelo fato do União Brasil ter estrutura melhor.


Porém a traição ao Podemos, partido que lhe deu todo o protagonismo e destaque, estava longe de ser o único ato de traição. A segunda traição de Moro foi com seu próprio eleitorado, o qual esperava que no UB Moro se agigantasse ainda mais como candidato a presidência da República, viabilizando o fim da polarização entre esquerda e direita.


Mas para tristeza e desapontamento geral o que se viu foi um Moro saindo do protagonismo para ir para os porões partidário do União Brasil e, assim sendo infiel com aqueles que acreditaram um dia que ele seria o representante ideal para presidência da República.


Como a infidelidade e traição andam de mãos dadas, o próximo a ser traído na lista do ex- ministro de Bolsonaro foi seu próprio Estado, o Paraná, que recebeu do Moro o mesmo tratamento dado ao Podemos.


O interessante é observar que tanto o Podemos como o Estado do Paraná de certa forma deram à Moro o protagonismo, base que fez dele destaque na vida social brasileira, e ambos tiveram o mesmo tratamento desleal por parte do ex-juiz.


E, como quem ignora suas atitudes, Moro, que foi barrado em São Paulo, retornou ao Paraná, continuando seu legado desastroso. Fala após fala, atitude após atitude, ele vai desmoronando. Desmoronando enquanto transforma ex-aliados do combate ao sistema corrupto em adversários e aqueles aos quais jurou e ainda jura combater, estes ele transforma em aliados.


Com a aproximação das eleições, o comportamento e as articulações do ex-juiz parecem que só pioram.


Fez tentativas de voltar ao seio do bolsonarismo por meio de Paulo Guedes, que disse que não seria enganado por Moro, bem como a tentativa de se usar representantes do Podemos como muletas eleitorais foram desastrosas.


Nesse contexto, observa-se a tentativa de vincular a campanha de Deltan Dellagnol, candidato a deputado federal pelo Podemos, que se constitui em um esforço para desmoralizar o partido, escondendo o fato que Deltan, ao contrário de Moro, preferiu ficar no Podemos.


Mas para não dizer que traição e infidelidade não dão frutos, Moro conseguiu que mais um além dele, se tornasse infiel ao Podemos.


Infelizmente para ele, o infiel prefeito de Paranavaí, novo adepto de Moro, é acusado pelo MPPR pela prática de crimes contra a mulher: violência psicológica, moral, de gênero e xenofobia. E em outro processo é denunciado por vaquinha eleitoral fraudulenta.


Já seu principal oponente exibe uma campanha que vem contaminando todo o Paraná e recebe apoio e solidariedade da maioria dos prefeitos e também de senadores, os quais fizeram apelo ao povo do Paraná para que reelegessem Álvaro Dias.


O fato é que a bela a campanha por “Amor ao Paraná” é algo que apenas os anos de dedicação podem atestar e que só Álvaro Dias pode ostentar.



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